Olá, meu nome é Pedro, sou responsável pelo núcleo de filosofia deste blog, não uma filosofia pesada, mas um tanto amadora. Acontece que a filosofia está em tudo, e não é necessário ser um estudante assíduo dos temas para compreender (ou ter a audácia de tentar entender) o mundo em que vivemos. A proposta é passar ideias, conjecturas, pensamentos, que sejam entendidos por qualquer pessoa leiga, como a pessoa que lhes escreve.
O primeiro assunto a tratar, para começarmos bem, é o caos. Acredito que seja o ponto mais belo da natureza, devido a seu caráter instrínseco à própria ciência. Acontece que é normal acreditar que processos ou objetos extremamente complexos são originados de maneira também complexa, por alguém complexo. Não é bem o que acontece na natureza.
Acreditavam os cientistas da época de Newton que os sistemas complexos da natureza, fossem eles físicos, químicos, biológicos, ou até sociológicos, deveriam ser extremamente previsíveis, através de fórmulas matemáticas, relacionando sua causa e seu efeito. Existem sim, equações simples que detalham o universo, mas ocorre que processos dinâmicos, que se repetem, produzem um efeito fascinante: eles simplesmente saem do previsto, e começam a agir fora do padrão, por conta própria, gerando um caos de eventos consequentes.
Natureza: ela não parece tão caótica vista de longe, certo? De onde surge tanta harmonia em meio a tanto caos? De onde surge galáxias, planetas, e seres engraçados que pensam ser inteligentes?
Acontece que, através de equações simples, que permitem uma repetição de resultados envolvendo a própria equação (retroalimentação), surgem, em meio ao caos, padrões cuja beleza é imensurável, como uma propriedade inerente à retroalimentação. Eis um exemplo: o vídeo a seguir mostra o conjunto de mandelbrot, uma equação simples (Z₁²=Z₀²+C) que cria um tipo de gráfico dos mais impressionantes que eu já vi: um fractal.
Essa figura pode ser ampliada por dimensões tão grandes quanto o universo, e de complexidade também infinita.
O universo em que vivemos segue o mesmo princípio caótico, formando, por si só, uma complexidade que nos vislumbra. Pode-se ver os tais fractais em árvores, rios, formações rochosas, em uma folha de uma planta, ou até de forma abstrata, como a evolução das espécies. Evolução a qual resultou em nós, em nossa consciência, em nossa impressão de que somos inteligentes o suficiente para negar nosso verdadeiro criador: a própria natureza.
Na próxima vez relacionaremos o caos com a sociedade em si, para demonstrar o quão presente ele está em nossas vidas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário