Acredito que agora eu comece a adentrar em um dos mais fundamentais dos meus contemporâneos questionamentos, o reflexo do poder e dos sistemas institucionalizados sobre os indivíduos em sociedade. Principalmente em países como o nosso, subdesenvolvido, é extremamente nítida a forma paradoxalmente fechada de pensar o sistema e o próprio embasamento de pensamentos da população, quando refiro-me a sistema, trato aqui de todas as relações sociais existentes entre os homens, que direta ou indiretamente são formas de expressão do poder.
Através de verdades, que são de difícil desvencilhamento a qualquer estudioso e são repetidas e repetidas até que se tornem aceitas como verdades, o sistema nada mais que se recria, se realimenta de novos fundamentos, que nada mais são que as bases anteriores com uma nova roupagem. O que procuro questionar aqui é o incrível sentimento de liberdade e soberania pregado pelos estados independentes que na verdade não se constitui de fato, somos sempre condicionados a pensamentos e idéias que a priori então calcadas em pressuposições, daí a dificuldade em se encontrar a verdade para a filosofia, somos guiados através de nossas relações a fazer o que se adeque ao pensamento comum, a vontade da sociedade, não possuímos, pelo menos até agora, procedimentos metodológicos que nos distancie das influências de nossos paradigmas de “verdade” satisfatoriamente. Exemplificação de todo esse processo de reconstrução da sociedade nos mostra a história, que ao passar dos séculos muda apenas as figuras e o contexto, o que mascara, hoje ainda mais, a incessante disputa pelo comando da sociedade, pelo pleno poder.
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